Cantadores de Engenho abrem a festa...
Pontos de Cultura pulsando Santa Catarina...
Cine Boimamão passeia na vizinha...
Fragmentos da história desenhados em verso e prosa...
Clicando o Inusitado
Prestando Serviço...
NAPO sai da estufa...
Núcleo Agrícola de Produção Orgânica( NAPO) uma das propostas do Ponto de Cultura Escola da Terra Engenho do Sertão, iniciado em setembro de 2010. Será reforçado no Plano de Trabalho para 2011, como apoio à educação ambiental.
* produção de mudas: hortaliças, nativas e bioativas.

Pão-por-Deus é linha artesanal...
Núcleo de Ação e Criação Artesanal ( NACA) outra proposta dentro do plano de trabalho da Escola daTerra Engenho do Sertão. A iniciativa propõe a identificação, recriação e fomento do artesanato da região, com base nas manifestações tradicionais. Neste contexto, a primeira linha que iniciou com panos de prato, chama-se Pão-por-Deus (tradição Oral)
Mãos que fazem:
* arte dos corações ( crivo e tecido) Seila Damascom/Bombinhas
* produção dos bordados em crivo e bainha aberta: Dona Sinha e criveiras de Governador Celso Ramos
* corte e bainha dos panos: Marilu ( costureira de Bombas)
* aplicação coração e bordado : Zane Fritisch/Bombinhas
* crochê: Dona Debora/ Porto Belo
* bordado: Dona Bêga/ Zimbros-Bombinhas
* risco do bordado: Eliana da Epagri
* papel da embalagem/Oficina Escola da Terra
* fibra da bananeira: Dona Dulce ( Grupo dos Artesãos de Bombinhas)
* Foto do Cartão: Ieda Funari/Bombinhas.
Idealização e coordenação: Rô do Engenho e Zane Fritisch
Avaliação: Lala Novelletto ( Balneario Camboriu)
Consultoria: Sebrae regional.


Verão florido no sertão..
Podem chegar...as janelas estão sempre abertas!
Caiu do céu... a pequena Lara!
Diálogo sem palavras!
Por Rosane Luchtenberg
Bombinhas...uma vila que depressa cresceu outras culturas chegaram, muita coisa aconteceu desde que a emanciparam! Já foi comparada como uma moça bonita que perdeu a virgindade e tentamos há 18 anos que ela não perca a dignidade!
O tentamos, refiro-me a alguns nativos misturados com os de fora; que aqui chegaram, se aninharam , se apropriaram, se deliciaram, se emocionaram, brigaram, e continuam tentando e reclamando: como poderia , ou seria, ou melhoraria, ou se fizessem assim, ou porque não fazem, ou...no meu lugar era assim!
Já são muitos os que concretizam e fomentam! Precisam ser divulgados e apreciados.
Os que já se vivem ou ainda querem viver neste lugar, principalmente depois de uma temporada, geralmente passam por três estágios: sedução, depressão e a evolução!
Experiência própria e outros que comprovam essa teoria: para atingir a evolução a previsão é uns 10nos. Outra teoria é : cercar Bombinhas vira um Hospício, se cobrir vira Circo. Mas na volta deste oportuno laboratório humano, sacralizado como paraíso e cercado de água por todos os lados, existem memórias e pessoas que fazem! A pergunta é:
Quem são essas pessoas?
Ieda Maria Funari é uma delas: moradora há 20 anos nas Bombinhas!
No ultimo dia 23/11/10, a cidade de Guaramirim premiou a fotógrafa Ieda Maria Funari em 1° lugar categoria profissional com a foto do Rio Itapocu da região. Um Rio escuro, que no click e olhar da fotógrafa, se iluminou e se transformou em Memória. A população enxergou o Rio!
Assim, Ieda enxerga o que nós não enxergamos mais na nossa região. Que deita-se no chão pra focar primeiro a cerca de arame com a flor, depois a areia ainda branca... e as cores do mar. Mostra os detalhes de um barco ancorado, peixes nadando, garças visitando, nascer e pôr-do-sol, as rugas do pescador e versos de pão-por-deus.
Assim, por muito tempo Ieda retratou Bombinhas e Porto Belo. Como a foto é um diálogo sem palavras, não teve resposta. Então, começou a andar por outras paragens!
Atualmente segue a Rota das Cachoeiras em Corupá, a Rota dos imigrantes região de Blumenau, os concursos em Tijucas, onde já foi reconhecida em exposições e várias premiações, assim como fotos publicadas em catálogo na Bahia e Revista 4 Rodas.
Artista plástica de formação, sutil, dedicada e perfeccionista com sua arte, ainda prefere sua antiga Canon com filme de rolo “ diz não se importar se a cidade que mora não a reconhece, e nem com divulgação e prêmios, porque só fotografa aquilo que lhe bate” assim é Ieda Maria Funari!
Assim, somos muitos. Artistas, artesãos, produtores, cantores, músicos, pescadores, escritores e tantos outros atores da sabedoria popular ao erudito. Descubram-nos!
| Fotógrafa Ieda Funari e Rosane Luchtenberg do Instituto Boimamão(23/11/10) |

Foto: Rio Itapocu * de Ieda Funari. 1º lugar categoria profissional.
Concurso promovido pela Prefeitura Municipal de Guaramirim/SC.
Gente que faz, gente que muda, cresce e retorna...
Ocêis lembram da voz dela?
continua a mesma; mas seus cabelos mudaram!
mudou de lugar, de vida...mas não da habilidade criativa!
Olha a Mari ai gente! com a filha Ana Maria,que retorna sutilmente e virtualmente ao Instituto Boimamão, responsável pela ultima repaginada na divulgação do Engenho do Sertão.
Pão-Por-Deus
Herança Açoriana, brincadeira popular , aos poucos revividas por estas paragens.Nos meses de outubro e novembro, quando a flor do ipê florescia, enviavam aos amigos um bolo na forma de coração, trocando pedidos versados em corações de papeis rendilhados, com mensagens de amor , amizade, solicitando algum feito ou mudança social na comunidade.
O Pão-por-Deus não tinha assinatura, quem o recebesse devia descobrir quem o enviou e atender o pedido.
Bazar na India ou em Porto Belo....
...o Bazar, originário do oriente, a fonte diz que surgiram nas rotas comercias de mercadorias estrangeiras e exóticas e ai começaram a discutir o sistema de trocas dentro das cidades e rapidamente tornaram-se áreas sociais, religiosas e onde os centros financeiros se estabeleceram..
Em Porto Belo é na esquina da Alda Tavares Matias; onde arte e artistas se encontram e trocam saberes. Coisa boa de cidade pequena é uma tarde no quintal!
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